segunda-feira, 29 de junho de 2015

Asas

 

Não me cortes as asas, que eu quero ver de perto o

arco-íris.

Da minha janela, tu sabes,

tudo é menos colorido,

e eu quero ser livre. Voar até ao limite do sonho,

e poder bater asas, sem medo de me encontrar nos olhos dos outros,

e perder-me do meu coração.

 

Como uma águia livre e solta,

uma rima bonita mas sem rima,

na qual escrevo o rumo que sigo,

sempre que sigo o sonho de ser tão livre para voar.

 

Deixa que me batam as asas enquanto houver coragem.

É que a queda é sempre tão mais profunda e escura que as noites,

e eu quero tocar o limite entre o céu e o sonho - lá,

onde o sol tem o mesmo calor das emoções.

 

*

 

 

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