quinta-feira, 10 de julho de 2014

Ninguém

 

 

Ninguém, de todas as que sinto,

mata ou, pode matar, as saudades que

de ti guardo.

 

Muitas, imensas,

fortes.

Saudades. Quantas…

Quantas

julgas que te tenho,

se te não tenho, para que

te as conte?

 

E ninguém. Ninguém

sabe do que sinto, se porque

não sabem, não minto, mas

sinto aquilo que não sabe ninguém.

Nem mesmo tu, por quem

trago em mim em segredo

o que sinto e, assim, dessas saudades,

só eu é que sei.

 

Sei. Sei que não sabes

mas julgas

Que sabes, das saudades minhas,

tão tuas como o meu ser.

 

Mas, se ser fosse saudade,

não morria…

 

Nem por ti, nem por ninguém.

 

 

*

 

1 comentário:

  1. A saudade, o amor... Tudo o que é indefenível...! :)

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