domingo, 15 de junho de 2014

Numa das Ruas da Vida

 

 

Reencontrei-te por acaso, numa

das ruas da vida.

Trazias, como no momento

em que te disse adeus, o mesmo

olhar de quem tem ainda tanto p’ra dar.

Deste-me a mão, os braços, o coração, como

outrora e, eu soube:

chegaria a casa, se

eu te deixasse levares-me contigo, segura.

 

Embalaste-me como o vento embala

as árvores e,

chamaste-me pequenina.

Pousaste-me um dedo nos lábios, onde

outrora os teus lábios repousaram e,

os teus dedos desenharam na minha mão

Estrelas, como as estrelas que cobriam a rua e,

Como as estrelas que por tantas vezes quiseste ver

nos meus olhos.

 

Reencontrar-te por acaso numa dessas ruas da vida,

foi como ver o mundo todo que já tínhamos

atravessado juntos, noutros tempos,

ser nosso, outra vez,

sem limite, sem medo do depois...

 

E então, o sabor a lembrança mudou de sabor.

Hoje é sabor a palavras que te escorregaram dos lábios

e de encontro ao meu cabelo diziam-me: Bem-vinda a casa,

Meu amor.

 

 

*

 

 

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