quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Restolho

 

Há poemas e músicas que nos mudam a visão a cerca de cada obstáculo aparentemente intransponível, transformando-o e fazendo dele algo tão mais pequeno e deixando em nós uma certeza indescritível, que mais parece ser uma força interminável para correr o mundo, tocar as estrelas e concretizar num estalar de dedos quaisquer sonhos.

 

Mas também há poemas e músicas que nos mostram que nem tudo é tão simples assim; as coisas doem, magoam, marcam; fazem-nos cair e levantar repetidas vezes, desistir e retomar a luta enquanto pudermos e se pudermos, voltar às cinzas e das cinzas erguer o nosso mundo novamente para sempre ou só apenas enquanto puder ser, se puder ser, porque a vida não acontece só as vezes… ela acontece dia após dia, a cada pulsar inquieto ou compassado do coração, a cada ferida aberta ou sarada, que uma vez cicatrizada, permanece até ao fim, tatuando na alma e na pele quem somos ou quem fomos, como uma lembrança, que pode ou não, trazer saudade.

 

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Texto inspirado na música/interpretação que se segue, dá nome e ilustra o post.

 

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Esta é a minha interpretação de “Restolho”, tema original de Mafalda Veiga

 

2 comentários:

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