segunda-feira, 1 de julho de 2013

Poema de um Dia

 

(…) E depois do primeiro dia,

tu esperavas por mim, todos os dias,

e eu encontrava-te sem falta, dia após dia.

 

Tu esperavas, e eu ia.

 

Nós passávamos, juntos, todos os dias.

Dias que nada mais eram  do que testemunhas do que não éramos, mas um dia,

seríamos.

 

Só que um dia, começou a haver dias que tu já não esperavas, e

começou a haver dias que eu já não ia.

 

E depois, dia após dia, sem as tuas esperas e sem as minhas idas:

deixaram de haver os nossos dias (…)

 

E hoje somos eu, tu e os dias;

que agora passam serenos por nós,

que dispersos  nos lembramos

 

dos nossos dias; testemunhas de tudo o que fomos.

 

*

 

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