terça-feira, 11 de junho de 2013

Um Momento e Nada Mais

 

Esperei-te serena, como quem espera chegar

mais um dia indiferente.

Eu sei que esta é como as outras vezes que

vais e vens com a mesma despreocupação de sempre.

Nem uma promessa de que ficas, nem um ficar por mais tempo

que o que eu já sei ou prevejo até chegar

a hora de partires.

 

Já não te peço nada, já não te digo nada mais.

Tu vais embora mas amanhã será

muito tarde para voltares a este lugar que não é nosso;

porque o que era nosso, tu destruíste e só o que é meu agora,

é que já não é a mesma coisa guardada para ti,

para aquelas vezes que te apetece voltar.

 

Não voltes amanhã ao meu peito,

porque a saudade expulsou de mim o que eu sentia…

e por muito que eu te amace outra vez,

o desamor tomou conta do resto de paixão que deixámos espalhado pela casa;

 

e então,

o desalento é a última palavra que escrevo com o pó que nos tornámos aos poucos,

durante todas as vezes em que a única coisa que tive de ti,

foi um momento e nada mais.

 

*

 

2 comentários:

Partilha comigo a tua teoria.