segunda-feira, 15 de abril de 2013

Perdidos

 

Perdemo-nos no tempo,

na noite escura, na paixão ardente…

no poema que escrevemos outrora

tão juntos, como um só.

 

Fomos um enquanto pudemos, e tocamos os cometas

mais distantes, e a espuma das ondas,

que nos abraçaram naquela vida.

 

Tínhamos tantas vidas juntos…

umas por viver, e outras tantas já vividas.

Eram feitas de sal e de fogo…

Eram de amor as nossas vidas!

 

Mas perdidos por aí agora andamos

sem nos vermos uma só vez…

não sabemos como nos perdemos.

Não temos respostas para os porquês.

 

Sabemos lá o que é certo,

se o que é certo não nos cabe.

Sabemos lá se sentimos saudades das nossas vidas,

ou se as nossas vidas é que são feitas de saudades.

 

Fim.

 

2 comentários:

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