quinta-feira, 21 de março de 2013

Fragmentos

 

Entro pela casa

num rompante, num momento.

É que amar-te ou amar-nos, já não basta.

Porque me cansei de ti, ou de nós. Mas se

não discutíssemos tanto… quem sabe

eu nos amasse, como outrora.

 

Os pianos e violinos das nossas vidas calaram-se.

Agora só resta o que não existe na pequenez do nosso nada.

 

Nada que foi tanto, num tempo que acabou.

 

Dás-me um beijo na testa e, voltas-te defronte para a porta

com a  intenção de saíres.

Eu por algum motivo sei que

voltar, não voltas.

Mas deixas como sempre,  gentilmente no ar, a promessa

De que virás se eu precisar de ti.

 

Eu não vou precisar e, tu não vais voltar

E, nós vamo-nos perder

nos fragmentos do tempo,

assim como as pétalas de sangue das nossas feridas

que se perderam por aí.

 

*

 

 

Sem comentários:

Enviar um comentário

Partilha comigo a tua teoria.