quinta-feira, 25 de agosto de 2011

por vontade própria


só! Só, mas com tempo!...
só...
 mesmo só...
Mais só que ontem...
Talvez Menos que à manhã...
Mais que o que mereço...
Menos da solidão que no fundo eu desconheço...
Mais cheia de nada ao mesmo tempo...
Menos ocupada por dentro...
Mais tempo para em tudo pensar...
Menos motivos para recusar o resto de companhia que fica a sobrar...
Mais tristeza sentida...
Menos paz conseguida...
Mais pensamentos vazios...
Menos sentimentos tardios...
Mais só que ontem!
Menos tempo portanto,
Mais nada me espanta...
Menos recordações para guardar...
Mais folhas de poemas para rasgar...
Menos amores a valer...
Mais tristeza sentida,
Menos indivíduos me acompanham na vida...
Mais voltam a cara sem dó...
Por tudo isto passo...
Mais um fim de ano só!...
Com a solidão no regaço.

Por minha vontade apenas passo,
Na displicência da introspecção já referida…
De que serve agora gritar?
Afinal, é só o fim da vida.
No ano que já o tempo leva…
Ficam as marcas do que já vivi de maneira circunspecta..
No meio da liberdade aprisionada, por entre castelos não existentes.
É só mais um ano que passa…
Mais uma crise da solidão tão furiosa!
Qual é que é a diferença do que existe na realidade,
Para aquilo que julgamos aver no imajinário?
É só o que resta do que somos na saudade…
É o que fica dos dias que já passamos,
E até riscamos, no passado do calendário!


Fim.

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